Depressão: será que eu tenho?

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Todo mundo tem uma habilidade única. Talvez entre as recaídas da depressão eu tenha descoberto a minha! Nunca pensei que ia parar pra escrever sobre depressão, mas, desde a concepção do Working Machine, eu sempre quis agregar em um só lugar tudo àquilo que movimenta meu trabalho: música, fotografia, moda, gastronomia, ilustração, decoração, enfim, um rolê gourmet com todas as novidades desse mundo insano. Escrever sobre depressão pode me ajudar e, ajudar você também. Vem que te conto!

Demorei bastante pra detectar que estava com depressão, minha mãe me trata até hoje como se eu fosse uma preguiçosa e não se importa com tudo àquilo que construi.

Desde quando você sente a presença da depressão?

Eu não sei dizer ao certo. Lembro de uma infância muito triste. É normal lembrar só dessa parte? Lembro de ficar chorando por horas e querer que alguém viesse até a mim e me falasse que estava tudo bem. Queria um abraço amigo, sabe?

Como percebi que não estava normal e precisava de ajuda? 

Eu acho que o stress do dia a dia contribuiu para que eu enlouquecesse e sentisse muita dor. Tinha enxaquecas fodidas e muita dor na face, na mandíbula e na nuca. Depois de passar por um neurologista, um fisioterapeuta e um bucomaxilofacial (fiz aquela plaquinha para o bruxismo) o choro ainda continuava e acabei numa psicóloga. Ela concluiu que eu estava deprimida e me encaminhou para uma psiquiatra.

Desde quando toma medicamentos?

Há uns 3 anos, tomo 150mg de Venlafaxina. Eu acho que não deveria beber com a medicação, mas meu psiquiatra nunca me alertou sobre isso. Sinto que fico muito mais bêbada que o normal e a ressaca é como se a dose daquele dia não fizesse efeito, logo, fico deprimida.

img_0163Venho mantendo a dose inicial e a merda agora é que sai mais caro comprar duas caixas de menos dosagem pra conseguir tirar o remédio da rotina gradualmente. Já pesquisei em tudo que é farmácia! Os efeitos colaterais da abstinência são horríveis. Dá vontade de se matar sim! Não rola cortar a medicação no baque e fingir que vou ficar bem porque não vai.

Quando comecei a tomar antidepressivo, eu voltei a mim. O medicamento fez com que toda aquela dor, pensamentos confusos e tristeza, dessem uma trégua. Eu tinha aula das 7:30 às 12:50 e pegava no estágio às 13:30 e ia até as 19h. A faculdade ficava num canto da cidade e o estágio no outro, eu ganhava 400 pilas. Enfim, eu ainda tinha que aturar chefe reclamando dos meus atrasos e não me deixando ir embora no meu horário. BUT, Fiz em 2012 fiz meu primeiro portfólio e na sequência entrei na DCS Comunicações, uma das agências mais grandes de Porto Alegre na época.

Você se sente diferente com a medicação, acha que ela pode alterar sua personalidade?

Acho que sim. Não sou a mesma desde que tomo remédio diariamente, mas com certeza sou MUITO mais focada, muito mesmo.

E se for tudo invenção da sua cabeça e psicólogos são todos loucos?

Na moral eu acho que são todos sim, sem dúvida. Haha. As vezes penso que sou só uma pessoa mais sensível que o normal, mas aí lembro que no auge do descontrole, eu tinha raiva, era chata, não tinha amigos e vivia sozinha.

E aí, você conhece alguém que se sente deprimido?

Tem algum amigo ou parente que toma medicação?

Me conta aí nos comentários!

Beijos mil,

Mess.

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Meu nome é Alessandra Mess, sou formada em Design com Habilitação Visual e Ênfase em Marketing pela ESPM e idealizadora da página WorkingMachine.nu. Sou apaixonada por moda, beleza, comportamento, gastronomia, internet, café, fotografia, gatos, hip hop e cerveja artesanal. O Working Machine é um cantinho na internet com tudo aquilo que movimenta e inspira meu trabalho!