Discurso de ódio: como lidar com pessoas próximas a você que não te apoiam

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Ontem, final de domingo à noite, me deparei com um discurso de ódio que foi postado como comentário a uma publicação minha no Facebook. Veja bem, não tenho o intuito de me justificar, nem dizer o porque postei àquilo, mas, compartilhar uma lógica de pensamento que me ajudou a entender a doença dessas pessoas que não conseguem te apoiar, muito menos entender, o caminho que você almeja alcançar, e que sim, você vai ter dificuldades, e, se não for sua família que vai te encorajar, PACIÊNCIA GAFANHOTO, haverão outros: haverão tutores, haverão mestres, haverão escritores e até amigos de bar que com certeza, te ajudarão.

Foi bebendo na calçada da Cidade Baixa, que um amigo me indicou o livro A Guerra da Arte, de Steven Pressfield, onde eu comentava o que vinha funcionando pra mim em termos de ser minha própria chefe, quantas horas conseguia me dedicar ao meu trabalho por dia e como a inspiração andava vindo ao meu encontro sem eu precisar me descabelar e ficar desesperada. Não havia lido o título ainda e foi então que um ex-professor meu do Design, cita-o em conversa informal quando fui convidada pela ESPM para um bate-papo onde falei sobre a Working Machine, para as alunas de Moda e do Design. Pensei, bom, mais um motivo para ler esse livro.

O fato de terem me chamado para falar da minha empresa, veio na contradição de mais uma acusação – que na hora doeu – à minha pessoa. Foi algo do tipo: “Você fala muita bobagem”. Bom, parece que uma instituição como a ESPM, tem bastante coisa a me ouvir, caso contrário, nem teria sido convidada para tal evento.

E aí ontem, lendo esses discurso de ódio – que preferi logo apagar e não responder pra não virar uma bola de neve – eu comecei a finalmente ler o Livro de Pressfield e me deparei com a seguinte passagem:

Se você se vir criticando outras pessoas, provavelmente estará agindo assim por Resistência. Quando vemos os outros começando a viver suas vidas autênticas, ficamos loucos se não estivermos vivendo a nossa própria vida real.

Faz sentido pra você, caro leitor? Pra mim é tão óbvio, que se alguém vem até o seu Facebook, te chamar de coisas, dizer que você está tomando decisões erradas, dando pitaco na sua vida, é claro que ela tem alguns probleminhas na sua própria vida para resolver. E Pressfield me disse mais:

O artista comprometido com sua vocação é um voluntário para o inferno, quer tenha consciência disso ou não. Durante todo o tempo, será submetido a um regime de isolamento, rejeição, insegurança, desespero, ridículo, desprezo e humilhação.

E como se não fosse o suficiente, ele vem com mais uma boa:

O profissional aprende a reconhecer a crítica motivada pela inveja e tomá-la pelo que realmente é: o supremo elogio. O que o crítico mais odeia é aquilo que ele próprio teria feito se tivesse tido coragem.

Nesse discurso de ódio, eu lí algo do tipo que eu tinha um diploma e estava fazendo brechós, que isso era o ridículo, era jogar merda no ventilador. Mas, na sequência me lembrei, que essa mesma pessoa, tentou vender roupas à domicílio e não teve sucesso. Sem contar o fato de ser uma pessoa formada e que exerce a Psicologia. Minhas psicólogas sempre foram exemplo de compreensão, compaixão, amizade e ajuda. Nunca de ferir você, pelo contrário, sempre ajudar. Complicado né amigão? E mais uma vez, thanks, Pressfield!

Para concluir, meu desafio desta semana é, sem sombra de dúvidas, ser uma extrema profissional,  pois ainda com as palavras encontradas em A Guerra da Arte, tornar-se uma empresa (ou apenas pensar em si mesmo desta forma) reforça a idéia de profissionalismo porque separa o artista-que-faz-o-trabalho da vontade-e-consciência-que-rege-o-espetáculo. Independentemente da quantidade de humilhações amontoada sobre a cabeça do primeiro, o último não se deixa perturbar e dá continuidade aos negócios. Com o sucesso, acontece o oposto: você-o-escritor pode deixar o sucesso subir à cabeça, mas você-o-patrão sabe como fazer você mesmo abaixar a crista.

Eu me sinto exatamente assim, às vezes, como a própria Maria Coitada, sou humilde demais para sair e vender. Mas como Maria Coitada S/A, posso agenciar qualquer coisa para mim mesma. Eu já não sou eu. Sou Eu S/A. Sou uma profissional.

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Meu nome é Alessandra Mess, sou formada em Design com Habilitação Visual e Ênfase em Marketing pela ESPM e idealizadora da página WorkingMachine.nu. Sou apaixonada por moda, beleza, comportamento, gastronomia, internet, café, fotografia, gatos, hip hop e cerveja artesanal. O Working Machine é um cantinho na internet com tudo aquilo que movimenta e inspira meu trabalho!